sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 43

    Quando nos sentimos perdidos, não nos desesperemos, é comum ao ser humano sentir-se assim em alguns momentos. O que não é normal é escolhermos como opção de vida não termos estradas ou metas. Os sentimentos e os momentos de escuridão chegarão, fazem parte da trama da história. Devemos, porém, prestar mais atenção à nossa caminhada como um todo, pois é olhando para tudo que vivemos e já experimentamos que vamos ter mais coragem e esperança. Ninguém permanecerá firme se deixar-se levar só por momentos difíceis ou só por momentos de alegria. É o todo quem nos dará a sabedoria.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

É PRECISO UMA ÚLTIMA PALAVRA

           Em tempos idos os cristãos esperavam com alegria as instruções, palavras, e até normas, dos apóstolos. Eles queriam viver; o que era dito era acolhido como palavras dos céus porque sabiam que eram amados pelos apóstolos. Há pouco tempo os cristãos católicos de nossa terra acorriam às santas missões para ouvir palavras até duras dos missionários porque acreditavam que serviam para o bem e para a salvação. Muitos vinham a pé por grandes distâncias. Hoje poucos querem realmente ouvir o que temos a dizer. Nossas palavras não são mais esperadas, ao contrário, são analizadas, medidas, muitas vezes, perseguidas e registradas. Parece que somos inimigos da comunidade ou predadores perigosos. O que dizemos é facilmente mal interpretado, transformado em uma catástrofe, ou pior, numa guerra sem precedentes onde cada um deve atirar para se defender. Parece que estamos sem leis, vivendo o "cada um por si e Deus por todos". Tudo é transfomado segundo as pretenções egoistas, individuais e grupais de cada um; temos a impressão de que ninguém mais pensa no todo ou é capaz de querer o melhor. Há um clima de desconfiança total e, armados com palavras duras, prontos para ferir e fazer prevalescer o que pensamos e queremos.
          Isto não é o mundo que sonhei, a comunidade que esperei, muito menos a Igreja pela qual me apaixonei. Eu não nasci para viver numa guerra fria, não sou sacerdote para gritar mais alto. Sonhei ser padre para ser pai, não para impor ou mendigar uma palavra ou o direito de pronunciar uma. Se o que tenho para dar ou para dizer não é mais necessário eu me calo. Se estou fazendo mal eu mudo de pedagogia. Pois tenho claro uma realidade: se não posso amar, ninguém me obrigará a odiar. E além do mais, o importante não sou eu, mas aquele de quem tenho falado. Se não precisam mais ouvir os servos que não deixem de ouvir o Senhor. Eu me calarei, entrarei na era do silêncio. Só rogo para que aquele, a quem sirvo, e que tenho certeza que me ama, não ordene que as pedras gritem no meu lugar.
          
Pe. Rômulo Azevedo da Silva 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O TEMPO PASSA!



O tempo passa.
E o que realmente temos?
O que verdadeiramente é nosso?
A própria vida é um pouco de tempo que nos é emprestado.
Sim...
Viveríamos melhor sem tanto ódio.
Por que perder tempo com fagulhas que logo passam.
Pois tudo passa e só teremos o que realmente é nosso.
Mas o que é nosso?
Olho para pessoas queridas que perderam ou perdem a memória e sinto-me questionado.
Sim, ainda louvo pelo dom da vida deles, pois toda vida vale a pena em si mesma.
E a minha, o que é?
O tempo passa e vejo-me em um corredor.
Um corredor que não quer levar-me senão a mim mesmo.
Certamente para um momento comigo mesmo, onde eu possa respirar fundo e reconhecer a mim mesmo.
Eu, com minhas luzes e trevas.
O mais importante não é reconhecer o tempo que passa, mas olhar para os passos dados e ainda saber quem eu sou.
O tempo passa!
Só não pode passar a minha capacidade de ver e sentir a minha própria vida sendo construida.
O tempo passa...
Já eu preciso, sempre, mesmo na dor, reconhecer-me em uma jornada concreta.
O tempo passa, mas não pode levar-me para lugar nenhum.
Mas sim, o tempo passa.

Pe. Rômulo Azevedo               

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!

O Natal é o momento em que Deus vem confirmar o que nos prometeu. É também a valorização plena do humano. Se ser gente fosse algo desprezível Deus não teria assumido esta humanidade para levá-la à plenitude em Cristo Jesus. O Natal não é um tempo qualquer, mas a época que celebramos o maior presente que podíamos ter: Deus caminhando conosco.
A todos os meus amigos e familiares desejo tudo de bom. Não rogo para que Deus tire de todos as dificuldades, isto seria ilusão, mas oro para que Ele dê a todos as forças necessárias para que tudo seja vencido na fé.
FELIZ NATAL DO SENHOR JESUS.
Deus os abençoe e conduza sempre!
Obrigado pela presença de todos em minha vida.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 42


     Há coisas e realidades, palavras ou ações, que só terão significados ditas no pé de nosso ouvido, pois elas participam somente daquela história que poucos personagens interpretaram na dinâmica da vida. o amor é um mistério e, quem o nega, decide passar os próprios dias sem ter uma chance de respirar vida. Não há amor sem termos com quem compartilharmos.

Pe. Rômulo 

sábado, 15 de dezembro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 41

       Não é difícil rezar/ orar, difícil é deixarmos que Deus cure nossos objetivos, muitas vezes, vazios, egoistas e individualistas. Oração é encontro com o amor maior, será válida quando deixarmos que Ele caminhe e reine nos lugares mais escondidos do nosso ser e nos leve a uma mudança de pensamentos e atitudes. Não há verdadeira oração sem disponibilidade para a conversão. Quem encontra Deus e, se este encontro, for real, necessariamente muda, sai do seu eu solitário e passa a ver com outros olhos. A oração nos  leva a perceber a partir do que encontramos e vivemos em nós. Ora/reza bem quem entendeu que Deus é amor, e amor para todos.

Pe. Rômulo

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 40

       Ainda vivemos num mundo cheio de pessoas que dizem amar ou conhecer a Deus mas que oprimem e escravizam os outros. O engraçado é que não percebemos que a coisa mais fácil é manipular ou deixar-se manipular, tirar do outro a liberdade, até do mínimo, como respirar em paz ou andar com as próprias pernas. Sinto-me triste quando fazemos isto. E aconcete tanto em minha religião quanto nas outras, como também em outras instituições como a família. Ninguém nasceu para perder a liberdade para um outro. Muito menos isto deve acontecer em nome de Deus. Que cada homem aprenda, com Deus e em Deus, a construir sua própria casa. Nós só podemos ajudar, trabalharmos juntos ou doarmos alguns materiais para a construção, nada mais.

Pe. Rômulo