sábado, 1 de setembro de 2012

PARAPSICOLOGIA: UM ASSUNTO NECESSÁRIO


Em 2005 participei do curso anual de parapsicologia e religião ministrado pelo Clap, Centro Latino Americano de Parapsicologia. O curso aconteceu em São Paulo, em janeiro daquele ano. Fiquei encantado, ainda mais, pelo assunto. Hoje, quase sete anos depois, vejo e me coloco diante de Deus me sentindo na responsabilidade de partilhar de alguma maneira todo o vasto e maravilhoso conteúdo que lá vi. Com a explosão de tantas propostas e tantas doutrinas, tenho encontrado vários cristãos angustiados com fenômenos que não deveriam nos assustar, muito menos abalar nossa fé ou confiança na bondade do Pai criador, pois são fenômenos já explicados pelas nossas próprias ciências. A mente humana é o maior computador e o universo mais vasto, belo e misterioso ao mesmo tempo, muito do que nos encanta e assusta, como os fatos não dominados e que chamamos de fantasmas, alma, assombração etc., nascem da mesma máquina donde brotam as leituras, explicações, avaliações, interpretações, conteúdos científicos. Certamente muitas coisas não são relativas, nem a verdade está em função de nossas interpretações. Contudo, temos medo daquilo que não podemos controlar e que não conhecemos nos mínimos detalhes.
A minha intenção não é entrar em guerra com outros credos, religiões e propostas, acredito e tenho pregado o respeito e a unidade na diversidade. Mas penso que não está certo ficar parado e assistir o medo e o pavor tomarem conta do coração de tantos irmãos e irmãs financiados pela propaganda de grupos que falam de amor, caridade, bondade de Deus, liberdade, mas que “fabricam”, com seus ensinamentos, um bando de gente com medo e incapaz de dar um passo porque tem medo de feitiço, encosto, casa assombrada, mal olhado, ou de qualquer coisa que possa tomar conta de nosso barco interior e o levar para onde não queremos ir e fazer o que não queremos fazer. As novelas e propagandas que aos poucos bebemos sem reclamar, nos deixam confusos em relação a Jesus, o único Senhor que devemos seguir, e nos fazem ter medo de uma realidade que mais deveria nos dar força e coragem para enfrentarmos a vida e nossas histórias: a vida pós morte e o Céu, que não podemos esquecer, é a casa do Pai. Deus é amor, felicidade, paz, abraço, nos ama com amor de pai e carinho de mãe. Como podemos permitir, em pleno ano 2012, que crendices nos tirem a liberdade e a certeza de que somos filhos amados de Deus e que Ele faria novamente tudo que já fez, somente para nos fazer acreditar e viver, segundo seu amor, por todos e cada um de nós?
Respeito todas as religiões, procuro e consigo, com a graça de Deus, ver coisas belas em todas elas, o que não aceito é este proselitismo e esta verdadeira guerra por adeptos e fiéis, sem o menor controle do que se diz e faz, apenas para se conseguir templos cheios e muitos servos ao serviço de caprichos que não levam em conta a dignidade de cada pessoa e o direito que cada um tem de viver livre e sem medo. Cada homem e mulher deve escolher seu caminho e religião, sabendo que a vida é maravilhosa, que é um dom de Deus e que as dificuldades não são castigos de um general superior e eterno, que está com raiva da gente, mas apenas conseqüências dos encontros e desencontros de nossa condição humana. Fico indignado, até com pessoas de minha própria Igreja, que tanto amo, quando escuto e vejo pregações e conteúdos que em nada ajudam o crescimento de cada coração, mas que só conseguem incentivar o medo e uma escravidão doentia. Será que é verdade que o mundo desencarnado é mais poderoso do que o mundo que vivemos e, que temos que temê-lo, porque podem nos fazer o mal? E se, seres do mundo do além tivessem tanta força para nos fazer o mal na hora que querem onde estaria Deus, já que ele é bom para com todos? Precisamos de um Deus todo poderoso mas que não tem a força de controlar seus espíritos bons e maus? Não estou querendo dar respostas, nem obrigar nenhum leitor a seguir meus pensamentos, mas desejo levantar questionamentos para que cada um faça e tire suas próprias conclusões. Este é um dos primeiros desejos da parapsicologia.
É verdade, existem coisas estranhas, mas não precisamos ficar com medo delas e deixarmos até de aproveitar a vida, sair de casa, permitindo o pânico tomar conta de nós e de nossas famílias. O que nos assusta é o desconhecido, mas quero, justamente, tentar mostrar, dialogar sobre estes fenômenos desconhecidos, para vermos juntos que são humanos, criações e feitos, não do outro lado que nos odeia, mas de nossa própria mente e forças ocultas do nosso ser exterior e interior. É sobre estes assuntos que a parapsicologia quer falar. Continuaremos, até lá!


Pe. Rômulo Azevedo da Silva.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 23

       Um simples  ponto no céu me faz pensar em muitas realidades, todas elas, é claro, fundamentadas na verdade imutável que é Deus. Como podemos pensar que somos donos da vida que nos rodeia? Como não nos apaixonamos pela criação e dela não cuidamos com amor e responsabilidade? Infelizmente, não temos mais tempo, sequer, de cuidar uns dos outros! O mundo nos chama e todo o universo nos apresenta o mistério do nosso ser. Uma luz... uma pequena luz, segundo a capacidade de nosso olhar nú, pode dizer-nos que há muito mais do que podemos imaginar. É maravilhoso olhar para a lua, para as estrelas, e respirar este gosto de agradecer. Amém!

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 22

 
       Nesta minha vida sacerdotal tenho recebido infinitas graças. Até os sofrimentos fizeram-me mais forte e atento às maravilhas e desafios da história. Tenho que agradecer sempre, Deus tem acompanhado-me até aqui. Pessoas maravilhosas passaram e fazem parte do meu caminhar; com elas aprendi muito, às vezes o simples fato de ser pequeno, humilde e aberto para a comunhão. Não tenho medo de sentir saudades, não tenho vergonha por chorar, sentir-me-ia fracassado se não tivesse a capacidade de ser gente, sofrer e sorrir junto com o meu povo. Deus nos conduza sempre.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 21

       A família que vive para recolher bens não vive bem. A felicidade de toda e cada família estará no milagre que é a partilha total e no vículo pleno do amor. É evidente que não podemos fugir do mundo, a proposta cristã não é que vivamos alienados e com medo de tudo que nos rodeia. O casal cristão não foi criado para a miséria, pelo contrário, fomos criados para sermos grandes, chegar às alturas. Só não podemos esquecer que não há grandeza maior do que darmos e oferecermos aos outros o que temos de melhor. Assim, passar a vida toda buscando coisas e perder a simples chance de ver nossa casa dar passor também não é o projeto de Deus. Família é isto, corações que aprendem juntos a viver em comunhão, exatamente com foi a vida de nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

terça-feira, 14 de agosto de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 20


A família é um importante tesouro. Todo o universo, com todo o seu espetáculo de cores e vidas, organiza-se em famílias. Mesmo os que criticam o que tentamos construir sofrem por não ter uma família segura e marcada pela realidade do amor. Somente a presença de Deus pode fazer de nossas famílias um lugar de encontro e de amor. Não tenhamos vergonha de ter fé, o Senhor só quer cuidar de nós, nos fazer felizes e plenos. Tenhamos vergonha de não lutarmos pelo que somos e temos. Deus abençoe as nossas família.


Pe. Rômulo Azevedo da Silva

domingo, 12 de agosto de 2012

APENAS IRMÃOS


Em quantos caminhos precisamos andar para encontrarmos o melhor para nós?
Quantas quedas precisamos sofrer para encontrarmos a firmeza da existência em nossas histórias?
E os erros e derrotas são capazes de se tornarem vozes eficazes sem opções firmes e concretas para uma salvação total?
Olho para a história e vejo as porções ridículas que habitaram as guerras, batalhas e algumas buscas.
O século XX com sua arrogante bandeira de progressos e melhorias, na verdade, fez progredir e melhorar a quantidade de lágrimas, fomes, mortes e desigualdades.
Até onde o ser humano precisa chegar para ver claramente?
Somos todos filhos de um mesmo ato.
Irmãos neste mesmo universo.
Salvaremos-nos juntos ou pereceremos juntos.
E se não percebermos que devemos travar uma guerra pacífica contra o egoísmo, um dia, nem os livros falarão de nós, eles também terão virado cinzas.
“Quem quiser ganhar vai perder”.
Os que destroem também se destroem.
E quem tem como projeto ser dono, grande, imperador, infelizmente, não conseguirá ser eterno para ver o “demônio” que suas ambições fizeram crescer em todo o planeta.
Ou apenas irmãos.
Ou totalmente nada.
Apenas irmãos...

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

NO PARTIR DO PÃO


Não tenho muito para dar.
Encontro-me entre os mais podres
Nenhuma riqueza se destaca.
Aliás, nada temos para dar a Deus que d’Ele não seja.
Cada dom é d’Ele.
Ele é e se basta.
Acredito que ele não me cobra.
Eu é que caminho pelo vale dos meus desejos.
Há quem cure, há quem profetize, há quem realize verdadeiros prodígios confiando no nome do Senhor.
Eu não faço nada de extraordinário,
É aqui que me questiono:
Será que minha fé é menor do que penso ser?
Ou será que Deus é tão diferente de mim que me aceita com minha infertilidade prodigial?
Com tudo creio que Deus é amor!
Ele deve estar me falando do “é” e do “não é”, do “já“ e do “ainda não”.
Quero ouvi-lo e reconhecê-lo no partir do pão.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva