sábado, 22 de junho de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 57

       
     O tempo passa, e feliz daquele que o aproveita para ficar mais maduro, crescer, aprender. Um dos maiores mestres que já encontrei, a quem estou entregando-me nestes últimos tempos, é o silêncio. É nesta cátedra que desejo receber o diploma da serenidade. Não, nem tudo podemos resolver. Nesta guerra de luzes e trevas nos desgastamos muitas vezes. Sinto-me ferido, de um lado as corrupções humanas, de outro o resto de esperança que nos acalenta. O que fazer? Anjos e Demônios estão em todos os lugares, até dentro de nós, quanto mais dentro de nossas instituições! O silêncio é um amigo, não um silêncio de covardia, mas um silêncio de vigília. Lutarei para as trevas não ganharem a batalha em mim.


Pe. Rômulo

quinta-feira, 13 de junho de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 56

   
     Em poucas palavras podemos tratar de grandes assuntos. Poucas palavras ajudam a pensar, podem indicar respeito e responsabilidade. Com poucas palavras posso fomentar um positivo diálogo. Muitas palavras, às vezes, podem ser uma tentativa de impor pelo grito. Sei que isto não é doutrina, muito menos estou criando novos dogmas. Só quero dizer que, cada vez mais, acredito nas pequenas realidades, nas mensagens simples, nas diversas, fortes e poderosas palavras que nos chegam em pequenos sinais. Fui pregar em uma paróquia estes dias, na hora da comunhão uma idosa olhou no fundo dos meus olhos e, após ter colocado a Eucaristia na boca, ela apertou com suas mãos as minhas. Nossas mãos abraçaram a âmbula e eu senti o toque daquele coração em meus olhos e em minhas mãos. Até agora não esqueci! Entendi a experiência que Jesus teve com aquela mulher que estava doente e quando disse: "alguém me tocou". Foi assim que me senti, uma criança sendo tocada. Amém!

Pe. Rômulo

quinta-feira, 6 de junho de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 55

   
Quanto mais experimento palavras mais percebo que o principal da existência não é conceituar, discutir ou avaliar. O principal é simplesmente viver. Muitas vezes nos perdemos em muitas palavras e opiniões. Ainda não sou tão velho para cuspir o direito à sabedoria, mas esta também depende do coração. Assim posso dizer algo, e, rogo, não veja como mais uma explicação... aqueles que vivem de pronunciar jeitos e modelos não estão preocupados se estamos bem ou não. Muitos dos que apresentam uma ideia sistemática para tudo não vão chorar quando nós tivermos deixado de viver bem. Pois viva bem, veja se o seu viver não está tirando os direitos dos outros, não esqueça da regra maior "amai-vos uns aos outros" e VIVA BEM. O sol já está brilhando novamente para nos dizer que o universo, Criação de Deus, pisca os olhos para namorar conosco.

Pe. Rômulo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 54

       Vejo muitas pessoas ficarem comovidas quando a televisão nos mostra os estados de guerra que vários lugares do mundo enfrentam. Realmente é triste ver tantos desabrigados passando fome, perdendo seus familiares e direitos. Até hoje fico assustado quando vejo um filme que trata, por exemplo, da segunda guerra mundial. Como a guerra é triste e ridícula! Mas há também a guerra sem sangue, esta vivemos em vários lugares e instituições como nossas famílias, religiões e  outros. Tenho dito que ser bom não é uma opção, mais do que isto, é a única saída que temos. E bondade é prática, é opinar pelo bem e pela paz. PRECISAMOS DE PAZ MAS ESTAMOS EM GUERRA! No meio de nós uma guerra sem sangue, mas que, infelizmente, tem provocado tanta dor, lágrimas, feridas, perdas e divisões, quanto as outras guerras com armas de metal e fogo. Nesta guerra, sem sangue, que aqui vivemos, as armas somos nós mesmos e tudo que podemos encontrar ao nosso redor. A pólvora está sendo nossos corações sem santidade. O mundo está, a passos largos, caminhando para a auto destruição. Deus tenha misericórdia de nós.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

quarta-feira, 1 de maio de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 53

    Sempre fiquei maravilhado com os contos de fadas, as histórias que os mais velhos contavam, com os romances e fábulas épicas, mágicas, etc. Ficava e fico pensando quão grande é a criatividade e capacidade de uma mente e coração que constroem verdadeiros mundos para nos distrair, encantar e questionar. Hoje, um pouco mais maduro, vejo que eles beberam de, pelo menos duas fontes inesgotáveis, seus próprios mundos interiores e o mundo espetacular de Deus. Penso que são as duas fontes maiores de inspiração. Recordando muitas fábulas percebemos que o homem sempre dialogou com seu próprio medo, sonhos e fantasias. Quantas vezes não temos que enfrentar a floresta escura e duelar com os monstros na esperança de ver novamente o sol? Em nós mesmos vivemos tantos contos, tantas fábulas... que acreditemos sempre no "foram felizes".

Deus nos conduza sempre!
Pe. Rômulo

sábado, 27 de abril de 2013

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 52

     Fazemos de tudo na vida para nos livrarmos da dor e do sofrimento. Mas eles fazem parte do nosso caminhar humano. Ela sempre bate à nossa porta, algumas vezes até sem motivos fortes. Viver é sempre uma jornada por mundos misteriosos, desafiantes, belos e habitados por trevas. Estes estão dentro de nós. A dor talvez seja um pesar... todos os mudos, no fundo, são feitos dos mesmos materiais. Sentimos o encontro do chão com os pés e, em estradas difíceis, a dor. Mas é preciso continuar, mesmo que doa.

Deus nos conduza sempre!
Pe. Rômulo Azevedo da Silva

sexta-feira, 26 de abril de 2013

AS PALAVRAS QUE MAIS PRECISAMOS ESTÃO EM NÓS E NO AMOR DE DEUS

       
       Encontrei em minha agenda (Diário 2013 da editora Vozes) uma frase de Platão: "Aquele que tudo compreende tudo perdoa". Quando encontramos uma frase de um filósofo, como é o caso, logo ficamos admirados. Nas escolas, faculdades e demais instituições de ensino, os filósofos são apresentados como o início do saber científico. Realmente devemos muito a estes homens e mulheres que, antes de nós, fizeram um caminho e nos deixaram um patrimônio tão rico e grande que ainda não conseguimos entender bem. Seria um verdadeiro desastre construir conhecimento sem um olhar no hoje e nas linhas passadas destes homens e mulheres, pensadores e mestres para nossa jornada. Tenho visto que, quando descobrimos algo de um pensador estrangeiro, especialmente os filósofos gregos, quase entramos em gozo intelectual, parece que descobrimos novamente a roda. E olhe que sei a importância deles! 
       A questão é que temos em nosso país pensadores tão espetaculares quantos estes do passado. Damos muito valor ao que é de fora e desconhecemos todo o patrimônio nativo. O que construímos passa despercebido ou não tem valor algum para os olhos dos mais desatentos. Não podemos deixar a literatura estrangeira, contudo deveríamos, antes, darmos uma olhada na nossa história, nossas tradições, costumes, pois só quem conhece a nossa cultura, nossa terra e nossa gente é capaz de pensar, agir e construir como nós. Não estamos dizendo que todos devem construir só como nós, estamos dizendo que só poderemos enriquecer nosso conhecimento se tivermos consciência de que temos um conhecimento, não é verdade? E este deve ser e ter a nossa cara.
       Platão está certo, quanto mais tivermos conhecimento, quanto mais tomarmos ciência das realidades pessoais, universais e interpessoais, mais teremos capacidade de julgar bem. Só assim veremos a nós mesmos, aos outros e ao mundo com esperança e positividade. O perdão vem do fato de nos conhecermos bem e conhecermos bem o outro. Alguém já disse antes que "só se ama aquilo que se conhece". Pois bem, o perdão vem do amor e o amor vem de um puro conhecimento. Quanto mais eu conheço as luzes e trevas do universo e do ser humano mais preencho-me de compaixão. Para esta missão, antes de lermos o que escreveram os filósofos antigos e atuais, devemos aprender a ler o nosso próprio coração, ler as vidar que estão caminhando conosco, prestar atenção ao hoje de nossos sonhos, desejos e fracassos. O que foi escrito não terá nenhuma valia se não for para iluminar um hoje, um agora de gente concreta feita de carne e osso. 
       Não poderia de esquecer de falar de alguém mais do que especial, Jesus Cristo. Como homem histórico foi estrangeiro, mas como Deus é universal, é nosso, é de todos, está em nós e caminha conosco. Não é nem do passado e nem do futuro, é um "Eu Sou Aquele que Sou" (como disse a Moisés na experiência da Sarça Ardente) para sempre, já que Ele e o Pai são um só. Mesmo nós cristãos, às vezes, damos tanto valor ao que escreveu Platão, Aristóteles, Max, Freud e outros e não valorizamos o que nos diz aquele que nos conhece mais do que nós mesmos. Pois digo uma coisa, e não desejo impor minha palavra, aquele que gostou desta frase de Platão, como eu, encontrará em Jesus Cristo a fonte e um lugar privilegiado para conhecer e perdoar. O que ele disse está aí no meio de nós. Não vou destacar nenhuma passagem bíblica em especial, encontraremos na Bíblia todo o patrimônio, toda a sua Palavra, o discurso completo de auto doação daquele que nos ama porque é, Ele mesmo, o AMOR PLENO. Pegue sua Bíblia, você descobrirá uma jornada que vai mudar a sua vida. Jesus vai nos ensinar algo fundamental, que as palavras que mais precisamos estão em nós e no amor de Deus. Deus nos conduza sempre!

Pe. Rômulo Azevedo da Silva