quinta-feira, 11 de outubro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 31

       O homem se perde em tantas disputas que, às vezes, o buscamos em cada olhar e não o vemos, não percebemos o projeto bonito do coração do Criador. O mais lamentável é que aqueles que se animalizam nos ódios e brigas perdem a capacidade de ver e sentir o próprio coração. Se olhassem perceberiam a dor que brota quando a alma humana perde a presença do outro ou de Deus. De que adianta ficar longe do outro por motivos tão pequenos se temos tão pouco tempo para ficar juntos? Precisamos ir aos cemitérios e vermos no túmulo dos outros o nosso próprio fim. Quem chararia por nós? Quem sentiria a nossa falta? Meus irmãos, não percamos a nossa vida! Construamos comunhão e não morramos antes do dia. Será que suportamos uma vida cheia de mortes? 

Pe. Rômulo Azevedo da Silva


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 30

       Dei uma volta dentro de mim mesmo e encontrei luzes e trevas. Passei pelo meu coração e encontrei uma história que se faz carne na força do Criador. Olhei pela janela dos meus sentidos e vi que estou caminhando, em alguns momentos com lágrimas, em outros com alegria, em todos buscando o silêncio e a paz. Em tudo vi que não estou longe da verdade. Quanto mais encontrar em mim sinais de humanidade mais terei possibilidade de santidade, pois este chamado é para gente e não para anjos. Só não posso esquecer de minha responsabilidade de ser um homem bom. Deus conduza-me sempre!
  
Pe. Rômulo Azevedo da Silva

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 29

    Queria entender como é que algumas pessoas aconstumam-se com o que não é bom. Estamos falando tanto de política e ainda estou procurando-a. Não, eu não acredito no que fazemos e damos o nome de política. Ninguém é obrigado a pensar como eu, como também não sou obrigado a ver como todos, muito menos a pensar como os outros pensam. Tenho carregado uma dor grande, não fico feliz ao ver pessoas humanas numa batalha por nada. De que adianta um governo de quatro anos e uma vida de ódios, intrigas e divisões? ESTOU TRISTE, e não quero esconder o que sinto. Ver cristãos nesta guerra por pouco é ouvir novamente a voz da massa que critava no Calvário em relação a Cristo: "crucifíca-o, crucifíca-o!" É o que vejo e é o que sinto. Tenho orado pelos que caminham para o nada e louvado ao Senhor pelos que lutam para não perderem a fé.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

domingo, 30 de setembro de 2012

NA PALAVRA DE DEUS CRESCEMOS

       Alguns acontecimentos da vida são engraçados, dá até para chocar ou rir. Quando vamos ficando maduros temos a oportunidade de meditar um pouco mais. Muitas vezes nos comunicamos com palavras prontas, frases decoradas, conceitos copiados e colados dos conteúdos mecânicos do dia a dia. É preciso ter coragem para romper com tudo isto. Precisamos de frases e pensamentos feitos, é claro, mas somente se eles estiverem conectados com o nosso ser, com a nossa verdade. Por que não temos força e capacidade de declararmos, como por exemplo, que estamos decepcionados? Porque sempre cuidamos para que o outro não nos veja bem, porque vivemos baseados nos modelos exteriores e não no que somos e porque temos medo de que os outros, nos conhecendo, não nos aceite. Eu tinha muito medo disto! Hoje tenho medo de não ser eu e de não caminhar em Deus e para Deus que também está presente na minha verdade e comigo nas minhas limitações. Eu, Pe. Rômulo, mesmo tendo fé, sou humano, choro, às vezes. E não estou dizendo isto porque esteja chorando agora, muito menos esteja triste ou deprimido. Estou bem, graças a Deus, mas, sendo criatura e não criador de mim mesmo eu choro, sinto dor e posso perder-me nas entrelinhas dos meus sonhos e buscas. Eu não me basto e, pensar assim, seria fazer de mim mesmo o meu deus, o meu ídolo. Há em mim lacunas, eu choro... tudo isto é um convite que faço para que você descubra em você também a sua humanidade. Confie, Deus nos ama e nos fez humanos.
Pe. Rômulo Azevedo da Silva

       "Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; porei o meu Espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos"
Ez 36, 25-27

terça-feira, 25 de setembro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 28

       O homem é um projeto e um pensamento bonito de Deus. Infelizmente não vivemos, às vezes, com a mesma dignidade na qual fomos criados. Não perdi a esperança, pois se a tivesse perdido, teria deixado de acreditar em Deus e na força de Jesus, nosso Salvador. Mesmo assim não sou feliz; plenamente não! E como poderia ser ao ver tantos corações sofrerem e perderem-se em tantas discórdias, brigas e picuinhas que só nos destroem? Não é fácil manter-se firme diante de tantas ilusões. Será, meu Deus, que não há nada depois de tudo aqui? Será que a vida é só este mundo para nos matarmos uns aos outros por pedaços de nada? Será Senhor, que não há um céu depois que nos anime a lutar para sermos melhores? Podemos escrever um livro, uma música, um poema ou mais... e podemos construir guerras. Hoje, com dor, percebo várias delas. Assim levaremos a nossa vida ao fim, a um triste fim. É, estamos com novos desejos de sangue. Deus tenha misericórdia de nós.

Pe. Rômulo Azevedo da Silva

sábado, 22 de setembro de 2012

QUANDO FALO DE DOR



Quando falo de dor não falo de desespero.
Não há um só grão de desgosto pelos mistérios da existência.
Nem o mais remoto desgosto ou falta de coragem de enfrentar a vida.
Quando falo de dor falo de um coração humano.
De um abismo que se abre em busca do infinito.
Falo de uma mão que quer ser apertada;
De olhos que choram a saudade de luzes irmãs, adquiridas nas lutas da história.
De todo um ser que quer sentir e deixar-se ser sentido.
Quando falo de dor falo de fé.
De um homem sonhador e aberto para Deus, para o verdadeiro amor.
Quando falo de dor falo de esperança.
De minh’alma que materializa as contrações de um novo nascimento.
Quando falo de dor...
Sou eu que nasço chorando para dizer que cheguei e preciso do colo do PAI.
É esta a minha dor.
É o que penso.
Quando falo de dor.

 Pe. Rômulo Azevedo da Silva

terça-feira, 18 de setembro de 2012

POUCAS PALAVRAS, GRANDES ASSUNTOS - 27

     Cada estrada tem suas possibilidades. Em muitos momentos de nossas vidas reclamamos do estado físico do terreno no qual marcamos o nosso caminhar, mas, na verdade, o mais importante é como firmamos os nossos passos. As escolhas que fazemos são fundamentais, as carregamos pelo resto da vida. Não é feio voltar atrás em algumas delas, muito menos fácil. Não esqueçamos, porém, que a vida é curta por aqui, e que o maior projeto de Deus é que a gente dê certo. Deus não tem carências, não quer nos empurrar para este ou para aquele caminho, quer sim que saibamos caminhar bem e que tudo tenha um sentido para que a nossa vida seja plena, como disse Jesus. Antes de iniciarmos tantas jornadas prestemos atenção à estrada, mas o principal não é ela. O mais importante é saber onde o nosso coração quer ir. Deus nos conduza sempre!


Pe. Rômulo Azevedo da Silva